terça-feira, 22 de maio de 2018

Apolonio Toddi

História
Sergipe e o Conselheiro (III)
Teve uma vida normal no Ceará, trabalhando em várias funções: caixeiro, comerciante,notário e rábula solicitador...

Frei Apolônio de Todi
Cearense de Quixeramobim, Antonio Vicente Mendes Maciel nasceu em 1830. Teve uma vida normal no Ceará, trabalhando em várias funções: caixeiro, comerciante,notário e rábula solicitador, antes de dedicar-se ao Catolicismo Popular. Deixou o Ceará com problemas com as Justiça, passou por Pernambuco, e chegou a Sergipe, por volta de 1874, já com séquito de fiéis seguidores e sobrevivendo de esmolas. Depois de peregrinar pelo interior de Sergipe e da Bahia, por cerca de 13 anos, alojou-se, em 1887, com seus adeptos, no arraial de Bom Jesus (atual Crisópolis – BA) organizando a sua primeira CIDADE SANTA. Em 1893 mudou-se para o Monte Santo, nome dado pelo missionário Apolônio de Todi a serra de Piquaraçá, também na Bahia, situada entre os rios Itapicuru e Vaza-barrís e lá reuniu seus adeptos na sua segunda CIDADE SANTA - CANUDOS, onde viveu, pregou, liderou o povo e lutou, até a morte, em 1897, aos 67 anos.

O missionário capuchinho Apolonio de Todi (1747-1828), na Bahia desde 1780, com passagens importantes por Itabaiana, Propriá, Pacatuba, Japaratuba, Ilha de São Pedro, Água Azeda, Geru e Lagarto, em Sergipe, em carta enviada ao dr. Baltazar da Silva Lisboa, provavelmente de 1819 ou 1820, que foi publicada pelo destinatário no seu ANAIS DO RIO DE JANEIRO (1835) relata que em 1785 chegou aos pés da Serra do Piquaraçá, achando uma fazenda de gado e uma casinha de palha, que atendia ao vigário que aparecia de quatro em cinco anos e, que era usada como Casa de Oração. 
O capuchinho logo começou a armar uma capela de madeira e fazer uma latada para a Missão. Mandou fazer cruzes grandes e no fim da Missão, no Dia de Todos os Santos (1º de novembro de 1780) fez o Sermão da Procissão da Penitência e daí às três horas da tarde se principiou a Procissão da Penitência, indo colocando as cruzes de modo e na distância que ordenam os Sumos Pontífices. E quando se chegou à metade da colocação das Cruzes de Nosso Senhor, repentinamente se levantou, de uma baixa que descia do Monte, um furacão de vento tão violento, que não só apagou as lanternas que cada um trazia, mas foi preciso botarem-se no chão, especialmente as mulheres, que vinham atrás. Continua Apolonio de Todi: “E assim como todo o povo ficou espantado, gritei que não temessem, mas que invocassem Nossa Senhora do Amparo que aqui traziam, e no mesmo instante, fazendo o sinal da Santa Cruz com a mesma Santa Imagem sossegou e prosseguimos à procissão, se acenderam as lanternas, se acabaram de colocar as Cruzes, e procissionalmente sempre rezando se desceu do Monte, e às oito horas da noite se chegou ao lugar da Missão, subi o púlpito, fiz o Sermão da conclusão da Procissão da Penitência, e no fim exortei o povo que no Dia Santo viesse visitar as Santas Cruzes, já que vivia em tão grande desamparo das coisas espirituais, morrendo todos sem confissão, e os meninos sem batismo & c. E aqui sem pensar em nada disse, que daqui em diante não chamassem mais Serra do Piquaraçá, mas sim MONTE SANTO.”

Apolonio de Todi completa, na Carta, a notícia, dizendo: “Portanto, apenas eu de lá parti, Deus para fazer conhecer que era obra sua e não do Missionário, principiaram a aparecer na extensão das Cruzes arcoíris de cinco cores, azul, amarelo, branco, roxo e vermelho. O que vendo o povo ficou admirado e principiou a visitar as Santas Cruzes, e chegando à Cruz do Calvário, e beijando-a, logo viam que ficavam bons os que estavam doentes. Espalhou-se este boato, e com isto, e com arcoiris que apreciam, principiaram a concorrer os doentes, que era um comuninuado concurso ainda de bem longe, vindo cegos, aleijados ainda em rede , e todos ficavam bons.”

Por causa de sua obra, Apolonio de Todi foi mandado de volta ao Monte Santo, pelas autoridades eclesiásticas da Freguesia de Tucano. Sua função era a de fazer cal para fechar os Passos com uma pequena Capelinha e para se fazer a Igreja. É ele quem conclui: “ O que tudo se fez facilmente e brevemente, porque o povo, cheio de fervor, e concorrendo deus a todo o povo, se fazia tudo em um instante, que em poucos meses se fez o que nunca se pensava.”

Aquele chão do sertão da Bahia era um território místico antigo, quando Antonio Conselheiro pisou firme com sua gente. Era uma terra de utopias, que sintetizou três mitos: o da Cocanha, o do Sebastianismo, e o das Santidades. O mesmo Monte Santo, que durante alguns anos era reconhecido como Belo Monte, abrigou o célebre capuchinho italiano e seus fiéis das santas missões, e o nordestino Conselheiro, com suas regras e místicas. O reduto santo, destruído e inundado, cenarizou um dos mais comoventes dramas dos brasileiros.

Índios e Negros na História de Maíri

Por *Gildazio de Oliveira Alves
Índios e Negros na História de Maíri

São escassas as produções historiográficas acerca do município de Mairi (Ba). Existem muitas estórias contadas e algumas escritas sobre as famílias, os costumes, as personalidades consideradas importantes. O que se produziu até o momento, parte apenas do início da povoação branca, os povos indígenas, os negros e suas culturas ainda não foram contemplados. Esse texto é um resumo do Artigo de minha autoria intitulado “Aspectos da historiografia de Mairi frente aos desafios e perspectivas educacionais a partir da Lei 11.645/08” e traz fragmentos das obras “Mairi, sempre Monte Alegre” de Epitácio Pedreira de Cerqueira e “Lágrimas Azuis” de Iraci Pacheco Pedreira, escritos que se encarregam de apresentar os chamados “homens de bem”, os heróis da historia local, fundadores e personalidades importantes.

O elemento indígena na história do sertão surge sempre envolto numa áurea de suposições. Na história de Mairi o cenário não é diferente e o índio perde importância na formação cultural do município. “Embora o município, por certo, tenha sido habitado por indígenas, provavelmente os payayás, não tem a sua população, à exceção da região de Tabua e Aroeira, sinais da descendência” (PEDREIRA, 1994, p.98)

Monte Alegre em período anterior ao século XIX, e até a segunda metade deste, pertencia a Jacobina, freguesia que nos séculos XVIII e XIX ocupava vasto território com muitas vilas. Segundo Vilhena (1969, p.560) a vila de Jacobina era uma das mais importantes no período, ao lado das vilas de N. S. do Livramento do Rio de Contas, Vila do Urubu de Cima e Vila de São Francisco das Chagas: “Jacobina foi, no século XVIII, um dos maiores municípios da província. Seu primeiro desmembramento ocorreu em 1746, quando se emancipou a freguesia de Urubu de Cima, com sede na atual Paratinga.
No século XIX, três novos municípios se emanciparam de Jacobina: Monte Alegre (1857), hoje Mairi, Morro do Chapéu (1864) e Riachão do Jacuípe (1878). (VIEIRA FILHO, 1992, p.21)
Epitácio Cerqueira na obra Mairi sempre Monte Alegre destaca: “A cidade de Mairi surgiu sob o signo da cruz, da Santa Cruz, quando missionava pelos sertões da Bahia, um grupo liderado pelo frei Apolônio de Todi, livres, os sertões do estorvo dos seus primitivos habitantes, a numerosa e temida nação maracá, que se derivara, desde muito, para o sul da capitania, em sua floresta combatida pelo empoboada em recompensa à ingênua hospitalidade do aborígine”. (CERQUEIRA, 2003, p. 30)

Percebe-se que no início do século XIX quando do estabelecimento da fazenda Santa Rosa e da descoberta do monte pelo frei Apolônio de Todi, o território de Mairi já não mais contava com a presença dos Maracás ou Paiaiás, uma presença classificada por Cerqueira como estorvo. Essa é uma das poucas referências ao índio na historiografia de Mairi, os demais relatos sobre o território local não trazem referência ao passado indígena, apenas às missões religiosas e aos “heróis desbravadores” que trouxeram os primeiros sinais de civilização.

. Ainda que se realce a origem branca de Mairi é perceptível a mistura de raças que formou a povoação local.
Ao referir-se às origens dos familiares da Fazenda Tabua, hoje situada no município de Várzea da Roça, mas que antes pertencia a Mairi, Pedreira (1994, p.13) destaca: “Há fortes indícios da presença indígena na área, o que demonstram os utensílios ali encontrados e também as características físicas de muitas pessoas da família”. Nesse caso, há o reconhecimento da presença indígena na formação da população local, restando um aprofundamento dessa análise e o reconhecimento do elemento indígena como parte importante na formação da identidade local.



A presença do negro na formação da sociedade local também é negada na história do nosso município, Pedreira (1994, p.97), destaca “Há aqui a predominância de algumas famílias, sendo talvez a Rios a maior delas. Predominam também os brancos. Os negros são minoria e no passado eram quase inexistentes”. Esse breve relato não se sustenta na realidade atual, tampouco nas evidências históricas. Vieira Filho (2006, p.100) destaca que, “A freguesia de Monte Alegre, segundo mapa de 12 de fevereiro de 1856, apresentava uma população de 13.870 pessoas livres e 820 escravizados totalizando 14.690 habitantes, com 5,91% de pessoas submetidas ao cativeiro”. Ao considerarmos o percentual de escravos no período mencionado, já temos uma noção de que a sociedade monte alegrense formou-se sobre as bases do regime escravista como forte presença da população negra. Ressalte-se que essa estimativa relaciona apenas a condição da população - livre e escravizada, sem considerar o critério da cor (população branca e negra), tampouco outras variantes, como negros livres, alforriados, etc. Portanto, os negros são minoria ou inexistem no rall dos fundadores e das pessoas consideradas importantes, contudo, é forte a sua presença desde o inicio da povoação do município e no presente pode-se afirmar que o branco é minoria.

O cerne da questão é que ao branco foi historicamente imputada a idéia de civilização e desenvolvimento, estes são lembrados e lançados na lista dos que fizeram a história de Mairi. “São lembrados os imigrantes e suas famílias dos séculos XVII e XIX que permaneceram em Mairi e influenciaram o seu desenvolvimento” (CERQUEIRA, 2003, p.26) Assim são relacionadas as famílias portuguesas Alves Belas e os Moreira, os italianos da família Farani, os Finamori e os Assuit e a tradicional e numerosa família Rios.

É estranhamente peculiar a descrição acerca de alguns personagens negros na obra Lágrimas Azuis “A fazenda Guilé e Feliciano, fazenda Lagoa d’Anta, pertence hoje a meu primo Abelardo. Dessa fazenda lembro também de Luiza e Valério, africanos que foram escravos de Calixto e que lá viviam numa humilde casinha. Eram pretos, carapinha branca, lábios enormes e ingenuidade de crianças. Eram irmãos e contavam deles muitas coisas engraçadas.” (p.50):

Mais adiante a autora destaca “Muitos bons professores passaram por aqui, sendo que o professor Luiz Pedro foi um dos mais cultos e severos. Lecionava durante todo o dia e dizem que, à tarde, cochilava muito. Era preto de lábios enormes”. (p.86) Estes são alguns dos poucos registros da presença negra na história local, com destaque aos atributos físicos e à suposta personalidade excêntrica dos negros, nenhuma correlação com a realidade sócio-econômica ou com as raízes escravistas da sociedade local.
Citando os cadernos com anotações de D. Elpidia Oliveira Nunes (Filhinha) a autora destaca: “13 de maio de 1888. Foram livres todos os escravos do Brasil, pela princesa Isabel, regente do Império. Por isso, ela ficou com o nome de “A Redentora”. Houve escravos no Brasil por 339 anos” (p.87). Desta forma, a mesma se distancia do Regime Escravista, ficando Monte Alegre fora de uma análise que considerasse os aspectos sociais políticos e econômicos que o inseriam no regime escravista.

Percebe-se que a história de Mairi é escrita dentro da perspectiva do século XIX, com seus valores e seus ideais de progresso, sem nenhuma perspectiva antropológica, tão comum desde o século passado, uma história que ensinada nas escolas faz perpetuar na educação local a visão eurocêntrica
Creio ser necessário, “recontar” essa história, vislumbrando novos personagens e lançando “fios de luz” sobre os esquecidos. É preciso inserir a origem de Mairi no projeto colonizador português, que explorou o litoral com o modelo escravista da “indústria açucareira” e adentrou o sertão, escravizando e matando os índios em busca do ouro. Por outro lado, é preciso rever, a imagem de “aborígine” dada ao índio, ou, até mesmo de inocência e passividade. É preciso compreender os povos indígenas e os negros enquanto culturas, com saberes e práticas diferentes que, em contato com o colonizador reagiram das mais diversas maneiras: resistiram, lutaram, guerrearam, integraram-se. Esse deve ser o lugar do índio e do negro na história da nossa sociedade, posição essencial para repensarmos o Brasil enquanto nação heterogênea e que vem ao longo do tempo deixando à margem principalmente os povos indígenas, vitimados constantemente pelo preconceito, pela expropriação de suas terras e pelo descaso dos governos.


Sobre o autor: *Cidadão do mundo, atento às questões sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais... Formado em História pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) é entusiasta das discussões equilibradas, especialmente aquelas que instiguem o contraditório, abrindo espaço para as múltiplas versões.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

GENEALOGIA: PROJETO RAÍZES FAMILIARES


Nota Introdutória 


A família é a raiz da cidadania, é o elo que dá dignidade a nossa existência, o estimulo como pessoa e cidadão.
Tomar conhecimento da origem da família, sua ligação a um vinculo cultural, é fundamental na construção da estrutura de identidade do “eu” e requisito fundamental também para a formação e maturidade da personalidade de cada individuo.
Nossos netos e futuros bisnetos, trinetos e etc., terão excelentes ferramentas de pesquisas que lhes darão resultados mais imediatos, mas ao encontrar uma árvore já adiantada é prazeroso. Principalmente se deixarmos registros para que os mesmos possam com ferramentas tecnológicas cada vez mais avançados encontrar.

Álbum de Família
 
 Imagine como é interessante descobrir um álbum ou mesmo um blog que conte tudo sobre as nossas famílias, a identidade de nossas tataravós ou de nossos avôs, ou mesmo de alguém com um pequeno elo à nossa árvore genealógica. Este álbum é possível. E é uma oportunidade impar de descobertas para os nossos descendentes. Principalmente que hoje temos a nosso favor o avanço de ferramentas tecnológicas que facilitam juntar informações de forma rápida. Hoje qualquer pessoa pode deixar registros fotográficos e notas nos vários instrumentos da web.

Pesquisas

Para o projeto tomamos como ponto de partida as pesquisas genealógicas das famílias Rodrigues de Assis e Ferreira da Silva, consequentemente de todas as demais que se uniram via casamentos surgindo vários  ramos a exemplo dos Oliveiras, Rios, Roque, Rocha, Pacheco... E outras mais que vai se somando na medida em que uma família se une a outra pelos laços do casamento. Para avançarmos nesses estudos e pesquisas genealógicos tivemos que usar diversas ferramentas a exemplo de entrevistas com os membros mais velhos, citações em livros, documentos cartoriais e fotos do acervo familiar.


A pesquisa nos conduz para uma vasta região geográfica entre o século XVIII e XIX, Abrangendo na Bahia a antiga Capitania Hereditária Baía de Todos os Santos, ponto de partida: Salvador, Cachoeira de São Feliz, Feira de Santana e todas as pequenas cidades circunvizinhas, Riachão do Jacuípe, Miguel Calmon, Jacobina e toda sua jurisdição antiga a exemplo de Capim Grosso, Junco ,Quixabeira, Serrolândia, Morro do Chapéu, Ruy Barbosa, Várzea da Roça e entre outras Mairi. Ainda temos as famílias que vieram de Pernambuco e Sergipe. Nesse universo há uma grande possibilidade que todos esses ramos tenham uma forte ligação genealógica. Parte da família forma sua história em outra Capitania Hereditária a de São Jorge dos Ilhéus que é o destino de parte dos Ferreiras que formam um outro capitulo.


E para iniciar este trabalho resolvemos começar por duas famílias das quais fazemos parte diretamente que são os FERREIRAS DA SILVA E RODRIGUES DE ASSIS.

Dois grandes homens fazem parte dessa história e são responsáveis diretamente pelo núcleo desse ramo familiar: CLEMENTINO FERREIRA DA SILVA E IRÊNIO RODRIGUES DE ASSIS.

O elo com essas duas famílias a qual batizei “RAIZES FAMILIARES”, inicia-se com a união de Mário Ferreira da Silva e Hilda Rodrigues de Assis, na formação das  raízes, troncos e ramos dessa grande  Árvore.

Contatos & Informações
Zap: (73) 98822-1126

terça-feira, 15 de maio de 2018

Lagrimas Azuis de Iraci Pacheco

Breve comentário

O livro de cunho genealógico “Lágrimas Azuis”  da professora Iraci Pacheco além de nos ajudar a encontrar  nossa identidade, faz parte dos registros históricos da região que envolve  Mairi.

Ajuda também a retratar a  e região ao abordar os hábitos, a paisagem, a cultura do sertão.

O livro de Iraci foi um grande achado e que me ajudou muito. Ela é prima de Minha mãe  e  relata fatos dos nossos ancestrais com muita propriedade.

Seu bisavô Calixto Pereira Pacheco, homem rico e todo poderoso, dono do povoado de Várzea da Roça, que guardava dinheiro num saco, no forro do seu grande casarão.

Seus relatos se tornaram um norte orientador das  histórias da região a exemplo:  “Mairi-cidade do Monte Alegre”, encravada nas encostas da Chapada Diamantina, quando cita sua fundação entre 1750 a 1800, liderada pelo frei Apolônio de Toddy. Cortado pelo rio Jacuípe, o município limita-se com Várzea do poço, Mundo Novo, Baixa Grande, Capela do Alto Alegre, Pintadas e Várzea da Roça. Monte Alegre de Nossa Senhora das Dores, como bem disse, foi elevada à categoria de vila e sede de município em 31 de dezembro de 1857, desmembrado do de Jacobina. A vila passou a ser cidade em 5 de agosto de 1897. Em 1944 passou a denominar-se de Mairi, aldeia de branco na tradução indígena. 

Colonizadores e imigrantes de Mairi -Bahia

História & Pesquisas Genealógicas

De acordo com Pedreira, Epitácio ( Mairi Sempre Monte Alegre (2003), são lembrados os imigrantes e suas famílias dos séculos XVIII e XIX que permaneceram em Mairi e influenciaram o seu desenvolvimento.
Os portugueses, Antônio João Belas e sua mulher Mariana, que aqui se fixaram no final do século XVIII, e com eles vindo o irmão de Mariana, José Carlos da Mota. Este, tempos depois, continuou viagem, adentrando-se pelas matas do oeste, onde dizem ter exclamado: Aqui é um mundo novo!

Este casal teve muitos filhos, entre os quais, Manuel e Joaquim Alves Belas, que se tornaram líderes políticos e governaram o município muitos anos. Morreram pobres, sendo que o primeiro pós-termo à vida, ingerindo tóxico, vindo a falecer em 1905, e deixaram muitos descendentes.





Outro português, Jerônimo Ferreira Moreira, casou-se em Jacobina com a patrícia Marcolina e teve prole numerosa. Um de seus filhos, Alexandre Ferreira Moreira, foi intendente municipal, e exerceu marcante liderança política, falecendo em 1919. Dois filhos de Alexandre foram prefeitos em Mairi: Hermes e Abelardo Cohim Moreira. Um filho de Aberlardo, Carlos Raimundo de Almeida Moreira, também foi prefeito. São muitos os de sua descendência, tanto em Mairi como em cidades da vizinhança.

Italianos





Nicolau Farani, italiano, foi um dos maiores comerciantes, grande proprietário e líder político e social. Opositor dos Moreira. De alguns filhos deve lembrada Marianina, que casou-se com Graciliano Pedreira de Freitas, e tornou-se mãe de Lauro Farani Pedreira de Freitas, que, candidato ao governo da Bahia, faleceu em campanha política, num desastre de avião, em 1950. Nicolau deslocou-se com a família, já velho e pobre, para Alagoinhas, e em Mairi são raros os seus descendentes.
Outros italianos que aqui entraram ao mesmo tempo, são lembrados os Finamore e os Assuit, que tem descendência rara. A família mais numerosa de Mairi é a Rios. Os seus ascendentes eram portugueses, e, de início, fixaram-se em Riachão do Jacuípe, donde se ramificaram para Mairí, Miguei Calmon, Jacobina e outros lugares. São estas as famílias mais antigas, numerosas e tradicionais de Mairi.
* Mairi também é o berço das famílias Rodrigues , Assis , Oliveiras e Pachecos. Uma das fontes rica de informações é o livro da professora Iraci Pacheco (Lagrimas Azuis). Livro de cunho genealógico.


Fonte de Pesquisa: Livro Mairi Sempre Monte Alegre (2003), de Epitácio Pedreira de Cerqueira.
* Acréscimo do Blog 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Livros de genealogia e história


LANÇAMENTO LIVRO PERCORRE CAMINHO FAMILIAR DE “JESUÍNO BRILHANTE”




Novo livro de Misherlany Gouthier: genealogia e história (Foto: reprodução)


Estudando há mais de 20 anos as primitivas famílias da região da zona Oeste do Estado, em que produziu alguns trabalhos sobre genealogia – “Os Vitorinos da Caieira”, “Lunário Perpétuo – um veio dos Nunes Reis”, “Delmiro Rocha – história, origem e descendência” -, o escritor e pesquisador Misherlany Gouthier lançará outro trabalho nesse mesma linha. Agora, ele apresentará o livro “Os Alves de Melo e a Lenda do Carvoeiro”.


A apresentação do livro será dentro da Semana da Cultura em Almino Afonso, promovido pela municipalidade. Ocorrerá em meio à 115ª Festa do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro dos católicos locais, sábado (16), às 19h40, na Praça Aurino Carlos (Centro).


Jesuíno Brilhante


Gouthier, que é de Almino Afonso, percorre nessa publicação o intrincado caminho da árvore genealógica da família Daniel, de Almino Afonso, com ramificações em Patu e em algumas cidades da Paraíba.


Remonta o novel título à origem do famoso bandoleiro Jesuíno Alves de Melo, “Jesuíno Brilhante”. Içado ao patamar de “fora da lei”, deixou seu nome registrado nos anais da história do cangaço, num enredo que mistura banditismo, política e relações sociais delicadas no final do século XIX no sertão potiguar e paraibano.



Fonte do Blog Carlos Santos
http://blogdocarlossantos.com.br/livro-percorre-caminho-familiar-de-jesuino-brilhante/

Apolonio Toddi

História Sergipe e o Conselheiro (III) Teve uma vida normal no Ceará, trabalhando em várias funções: caixeiro, comerciante,notário e ...